alt

Um operário displicente nos seus afazeres depois de muitos anos de trabalho foi demitido de uma fábrica. Ao receber a demissão ficou possesso. Quis se vingar de seu chefe pois mantinha um ódio mortal pela sua atitude de demiti-lo. Sua família conseguiu tirar de sua cabeça esta idéia de vingança, porém, não satisfeito ele resolveu escrever uma carta extremamente malcriada onde ele colocou todo seu ódio nas suas palavras utilizando adjetivos pejorativos, palavrões, etc.

O chefe ao ler a carta assimilou aquele veneno todo e ficou extremamente irritado sentiu o sangue ferver em sua veias. Quase de imediato encontra o sub-chefe do setor e aproveitando-se de uma pequena falha no serviço, de um pequeno engano daquele homem, de posse da bomba que havia recebido, alimentou-a com mais veneno, com mais pólvora e ódio e chamou rudemente a sua atenção diante de todos os funcionários do setor. Ameaçou-o que da próxima vez ele seria demitido.

O sub-chefe extremamente irritado com aquela carga negativa jogada sobre ele teve vontade de voar no pescoço do chefe e agredi-lo violentamente, mas, conteve-se pois não podia perder o emprego. Porém, passou a manhã toda atormentado pelo ódio e rancor contra o chefe que lhe chamara a atenção. Na hora do almoço, com a boca azeda por tudo que passara, tomando a refeição em sua casa ao lado de sua esposa e filhos à mesa, a comida lhe pareceu de péssimo sabor. Ele aproveitou e descarregou sobre a esposa o seu ódio. Dizia que ele dava um duro danado e quando chegava em casa nem uma comida decente encontrava. Já não bastava a humilhação em seu trabalho ainda era humilhado em casa com aquela porcaria.

A mulher recebeu a carga de humilhação sobre ela, sentiu um gosto de sangue na boca e para evitar uma discussão, uma cena de briga diante das crianças, ergueu-se, foi a cozinha e jogou a carga sobre a cozinheira. Chamou sua atenção rudemente dizendo que ela não estava cuidando direito das refeições e que por isso havia sido chamada a atenção por seu marido. Disse ainda que se aquilo acontecesse de novo ela seria demitida.

Extremamente irritada e com vontade de quebrar uns pratos na cabeça de sua patroa, saiu para o quintal e vendo o cachorro resfastelado no chão e dormindo, deu um pontapé nas costelas do cachorro que saiu correndo e grunindo de dor e assustado pelo portão da casa em direção à rua.

Encontrou uma senhora bem idosa que com pena tentou dar um carinho para o cachorro. Ele assustado mordeu a sua perna. Ela de dor caiu no chão sangrando no local da mordida e xingava com muita raiva o cachorro.

Um jovem enfermeiro que passava pelo local aproximou-se da senhora para prestar-lhe os primeiros socorros. Quando segurou na sua perna para ver a dimensão do ferimento a mulher assustada começou a gritar: “Socorro! Tarado! Ele quer me estuprar!

A população furiosa, vendo e ouvindo a senhora gritar, armou-se de porretes e correu atrás do jovem enfermeiro que, graças a Deus, conseguiu escapar. Jurou então que nunca mais ajudaria a ninguém. Passou o dia revoltado, cuspindo marimbondo.

Solteiro, à noite regressou para o seu lar, onde morava com sua mãe. Uma viúva, idosa, católica, filha de Maria e com muita espiritualidade. Vendo seu filho chegar perguntou como sempre fazia: “Como foi o seu dia meu filho?” O filho aproveitou a deixa e descarregou sobre sua mãe: “ O meu dia foi péssimo! Enfrentei contrariedades e violência. Estou cansado desta vida e a senhora é culpada, pois, por sua causa não posso viver a minha própria vida. Eu queria sumir e tenho que ficar cuidando da senhora.

Extravasou a sua emoção e falou o que pensava sem pensar o que falava.

Aí, aconteceu um f enômeno espantoso! Um filho envolvido com trevas, enviando dardos venenosos contra a sua própria mãe, e ela percebendo a condição do filho, imediatamente entrou em oração pedindo a Jesus que ajudasse o filho. A medida que as palavras atingiam os ouvidos de sua mãe, pela força da oração, eram assimilados e neutralizados pelo amor. Quando ele acabou de extravasar, a mãe ternamente pegou a sua mão e disse:

_“Eu sei que a nossa vida é complicada, nós enfrentamos muitos dissabores, mas, com a ajuda de Jesus, tudo vai passar. Eu preparei para nós um jantar que é a sua comida favorita. Preparei um bife a milanesa com batatas fritas. Vamos orar e vamos jantar. Vamos pedir que Deus nos abençoe, depois do jantar nós conversamos”.

O filho diante da demonstração de humildade da mãe, sentiu-se profundamente envergonhado de sua falta de educação e amor, chorou copiosamente e pediu perdão a sua mãe. Simplesmente ela o abraçou, beijou a sua face e disse: Perdoar o que?

Aquela bomba de ódio e rancor que começou pelo empregado demitido, morreu no amor daquela mãe e na oração a Jesus para que ele olhasse pelo seu filho.

Compreender e perdoar. Se quisermos ser felizes, aprendamos a perdoar.

Domingo, 22 Janeiro 2012 00:48

Educar o educador

Escrito por
alt

EDUCAR O EDUCADOR

Aproxima-se o início do ano letivo de 2012. Quantas esperanças, quantos desejos, quantos anseios passa pela cabeça de um estudante.

De um professor espera-se, em primeiro lugar, que seja competente na sua especialidade, que conheça a matéria, que esteja atualizado. Em segundo lugar, que saiba comunicar-se com os seus alunos, motivá-los, explicar o conteúdo, manter o grupo atento, entrosado, cooperativo, produtivo.

Muitos se satisfazem em serem competentes no conteúdo de ensino, em dominar determinada área de conhecimento e em aprimorar-se nas técnicas de comunicação desse conteúdo. São os professores bem preparados, que prestam um serviço importante socialmente em troca de uma remuneração, em geral, mais baixa do que alta.

A educação familiar, escolar ou religiosa , precisa de pessoas que sejam competentes em determinadas áreas de conhecimento, em comunicar esse conteúdo aos seus alunos ou filhos, mas também que saibam interagir de forma mais rica e profunda, vivenciando e facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver, de sentir, de aprender, de comunicar. Ao educar facilitamos, num clima de confiança, interações pessoais e grupais que ultrapassam o conteúdo para, através dele, ajudar a construir um referencial rico de conhecimento, de emoções e de práticas.

As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente. Pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos.

Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que diz, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se. São poços inesgotáveis de descobertas.

Enquanto isso, boa parte dos professores é previsível, não nos surpreende; repetem fórmulas e sínteses.

O contato com educadores entusiasmados atrai, contagia, estimula, os tornam próximos da maior parte dos alunos. Mesmo que não concordemos com todas as suas idéias, os respeitamos.

As primeiras reações que o bom professor e educador despertam no aluno são a: confiança, a admiração e o entusiasmo. Isso facilita enormemente o processo de ensino-aprendizagem.

Se este educador não for corajoso para mudar suas técnicas, seu modo de ser de acordo com cada turma que ele lecionar, instruindo e construindo novos valores de forma criativa certamente seus alunos terão grande dificuldade de assimilar e aceitar aquilo que lhe for apresentado.

Era exatamente desta maneira que o mais competente de todos os professores, o mestre dos mestres se comportava. Jesus, quando queria passar um ensinamento aos seus discípulos se utilizava de técnicas pedagógicas que facilitavam a compreensão, a assimilação e a prática daquilo que ele pretendia.

“Para que os discípulos nele confiassem Jesus disse: ““: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito;” (Mateus 21, 21).

O entusiasmo daqueles que escutavam Jesus era tanto que um endemoniado queria seguir Jesus após ser liberto: “E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele”. Jesus, porém, não permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.

Lembre-se professor: “Educar é preparar para vida”. Na vida tudo deve ser atrativo, envolvente e motivante , Como seria bom se todos nós professores conseguíssemos despertar em nossos alunos esses três qualidades: confiança, admiração e entusiasmo!

Basta! Basta! Basta!

“Um grande físico, homem da ciência, um dia declarou que “A educação é aquilo que permanece quando alguém esquece tudo o que aprendeu no colégio”. O que Albert Einstein quis dizer que nós somos espelhos daquilo que nossa família forja no nosso sêr.

A notícia de hoje, em todos os veículos de comunicação, e sobre a atitude indecorosa, imoral, levada ao ar para aqueles que têm o prazer de passar noites observando e esperando ver aquilo que seja proibido de ir ao ar no horário permitido.

Infelizmente tudo marca o declínio moral e ético de uma sociedade que, mais que a liberdade de fazer o que quiserem, nos impõem os mais sordidos comportamentos humanos através da seleção de seres que, não carregam dentro de si, uma formação onde o ser prevaleça sobre o ter. Todos, indistintamente, alí vão na busca desrregrada de enriquecimento, não interessando o que precisarão fazer, não para vencer, mais para derrotar seus oponentes. Os pretensos laços de amizade são apenas para terem mais força, para derrotarem os mais fracos e depois eliminar um a um para alcançarem seus objetivos.

Hoje fala-se de um grande escândalo ocorrido em um programa de televisão onde a própria emissora promove festas com propaganda (implícita) de bebidas, em horário proibido por lei, que unidas a músicas eletrônicas agem juntas promovendo orgias. E isso que eles desejam! Que você perca seu tempo, que seus filhos vejam e acreditem que bebida e sexo são normais e permitidos dentro da sociedade, mesmo que seja com incapaz.

Neste programa, no futuro, poderá ocorrer um crime de morte e todos: câmeras, produtores, operadores de som estarão assistindo e nada farão para impedir este crime.

O que está faltando em nossa sociedade?

Falta amor, falta respeito, falta moral, falta ética... falta Deus!

Deus habita onde os que alí habitam, carreguem Deus em seus corações.

Não deixe que as coisas que não são de Deus habitem no seu coração, no seu lar.

Aproveitem todo esse noticiário e mostre a seus filhos que tudo o que está sendo veículado é um espelho daquilo que o pecado pode causar na vida das pessoas que se afastam de Deus e dos valores da família.

Ser famoso é ser amado. Ser famoso é ser respeitado. Ser famoso é sentir-se amado por Deus.

Todas as coisas negativas que o mundo nos apresenta, podem servir para que, de posse desses ensinamentos tiremos coisas que impedirão que os mesmos erros sejam cometidos na nossa vida.

Não nos esqueçamos o que Deus nos fala:

Tudo está numa confusão completa - sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento dos benefícios, contaminação das almas, perversão dos sexos, instabilidade das uniões, adultérios e impudicícias. porque o culto de inomináveis ídolos é o começo, a causa e o fim de todo o mal.

alt

“Felizes os que temem o Senhor e trilham com firmeza os seus caminhos” (Sl 128)

A dinâmica deste salmo é a harmonia de nossa vida em família e, completa perfeitamente o capítulo 3 de Eclesiástico. Focando a Sagrada família pode-se tirar uma conclusão belíssima e maravilhosa: “A família e o lugar escolhido por Deus para habitar as suas bênçãos”. Essas bênçãos são para atingir o ser humano em todos os sentidos, pois a família não é um dado sociológico do ser humano que precisa conviver uns com os outros, não só no sentido econômico de proteção, mas, como o lugar onde ele aprende a crescer integralmente como pessoa.

Jesus obediente aos seus pais cresceu em idade, sabedoria e graça. Jesus precisou de sua família para que providenciasse roupa, alimento e educação para que Ele crescesse fisicamente. Porém Ele também cresceu em Sabedoria, que nada tem a ver com Inteligência, com o saber, mas sim com sabor, com tempero, isto é, com afetividade. Jesus aprendeu como nós a ser “humano” dentro da sua família. Jesus crescendo em Graça cresce também a sua dimensão Espiritual.

Assim somos nós. Crescemos fisicamente, afetivamente e espiritualmente dentro de nossas famílias.

Muitas famílias se preocupam com crescimento físico, isto é, tem uma boa casa, bons alimentos, fornece bons estudos e conforto para seus filhos, mas, esquecem a Sabedoria e a Graça.

Sábado, 14 Janeiro 2012 21:01

A presença de Deus no casamento.

Escrito por

Para aqueles que decidiram unir-se a uma outra pessoa e procuraram a Igreja para uma celebração do casamento, duas perguntas devem ser feitas ao casal: Por que nos queremos nos casar?


Esta é uma pergunta que todos os noivos já se fizeram. Certamente todos os que decidiram pelo casamento encontraram uma única resposta: “Porque nos amamos!”

Surge então a segunda pergunta: Por que será que nos amamos?

Esta segunda pergunta só nos fazemos depois de algum tempo de casados. Principalmente depois que nos conhecemos mais profundamente. Depois que acordamos um ao lado do outro, com a face inchada, com mau hálito, com mau humor, com os problemas com os filhos, etc.

Esta é uma pergunta mais difícil de encontrar uma resposta, porém existe uma resposta bíblica.

“ Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”

 

Quinta, 12 Janeiro 2012 10:12

Onde estão os nossos heroís?

Escrito por
images2.jpg - 9.11 Kb Onde estão os nossos heroís?

Não faz muito tempo, alguns anos atrás, nossa infância era povoada de sonhos e de heróis. Flash Gordon conduzia suas aeronaves pelo espaço e visitava lugares onde nós leitores tomávamos o nosso lugar e “viajávamos” com eles.

Quem não se lembra do Mandrake? O mágico que com seu amigo Lotar usava a sua mágica para vencer os inimigos da sociedade. Viajando pelos “gibis” encontrávamos o Fantasma que protegia os animais, a floresta e o povo que ali habitava.

Chegamos nesta viagem ao detetive Nick Holmes. Policial competente que resolvia todos os crimes e sem pestanejar conduzia os inimigos da sociedade para a cadeia. Aonde anda o Capitão América que protegia à todos dos inimigos invisíveis?

Onde estão os nossos heróis?

Os heróis deixaram de existir porque os sonhos desapareceram? Os heróis deixaram de existir porque a realidade nos mantém acordados e apavorados?

Simplesmente os homens já não escrevem seus personagens com a imaginação voltada para realidade cruel de nossos tempos com medo de seus personagens serem banidos por seus inimigos.

Nossos heróis, aqueles que povoam a esperança de nossa juventude não aparecem mais em histórias em quadrinhos, mas sim em colunas policiais ou em escândalos financeiros.

Algumas crianças hoje, por falta de um herói, de uma boa educação e pela injustiça social dirigem seus sonhos e esperanças para os ídolos de futebol. São os heróis que povoam suas noites e que habitam os seus dias. Não basta bancar financeiramente uma ONG para se isentar de uma responsabilidade social. Infelizmente esses heróis ainda não entenderam que não basta ser um bom jogador de futebol. Eles são formadores de opinião e como tal são responsáveis pelo futuro de muitos jovens e que ao verem seus heróis envolvidos em escândalos e com o tráfico de drogas, se não conseguirem tornar-se um bom jogador poderão optar pelo tráfico e poderão estar próximo a seus heróis, pelo menos para protegê-los.

O maior de todos os heróis que passaram em vida trabalhava atrás de um balcão de padaria, estudou pouco e trabalhou muito. Não era versado nas letras, mas, era formado na Universidade da vida. Como nenhum outro professor jamais fez, ensinou-me a disciplina da ética, da moral e das qualidades que a sociedade considerava essenciais para seu bom convívio.

Não era um professor de matemática, porém, ensinou-me que por mais que eu “multiplicasse” jamais conseguiria enriquecer tanto como seu eu “dividisse” aquilo que Deus me concedia. Ensinou-me ainda que na vida é preciso “diminuir” para poder “somar”.

Nada entendia das regras gramaticais, do conhecimento léxico das palavras, mas, conseguiu me ensinar que mais importante que escrever corretamente é manter uma boa comunicação no lar.

Tinha grande dificuldade em geografia, mas, transferiu para mim a noção que se na vida encontrarmos uma montanha em nossa frente, não adianta buscar um caminho mais fácil pois o melhor caminho será sempre uma “reta” e que na vida se andarmos retamente sempre estaremos vendo o horizonte.

Nunca estudou História, porém, mostrou-me que na história da vida só seriam lembrados aqueles que realizassem o bem.

Hoje reclamamos que nossos heróis “morreram de overdose” e esquecemos que nossos filhos não têm mais referenciais a serem seguidos.

Que tal a partir de hoje você se esforçar para ser um super herói para seus filhos?

Desta forma eles não seguirão as lições de um herói que convive com traficantes ou esconde o dinheiro do povo em meias.

Seja um herói, um referencial para seu filho!

Domingo, 20 Novembro 2011 17:28

A Virgem Maria

Escrito por
''Mulher, eis aí o teu Filho''
Com confiança entregar-se ao amor materno de Maria


Depois te ter recordado a presença de Maria e das outras mulheres junto da
cruz do Senhor, São João refere: "Ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo
que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:" "Mulher, eis aí o teu filho". Depois
disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe" (Jo.19, 26-27).

Estas palavras, particularmente comoventes, constituem uma "cena de
revelação": revelam os profundos sentimentos de Cristo moribundo e encerram
um grande riqueza de significados para a fé e a espiritualidade cristã. Com
efeito, ao dirigir-se, no fim da Sua vida terrena, à Mãe e ao discípulo que
Ele amava, o Messias crucificado estabelece novas relações de amor entre
Maria e os cristãos.

Interpretadas às vezes unicamente como manifestação da piedade filial de
Jesus para com a Mãe, confiada para o futuro ao discípulo predileto, essas
expressões vão muito além da necessidade de resolver um problema familiar.
De fato, a consideração atenta do texto, confirmada pela interpretação de
muito Padres e pelo comum sentir da igreja, põe-nos diante, na dúplice
entrega de Jesus, de um dos fatos mais relevantes para compreender o papel
da Virgem na história da salvação.

As palavras de Jesus na cruz, na realidade, revelam que o Seu primeiro
intento não é o de confiar a Mãe a João, mas de entregar o discípulo a
Maria, atribuindo-lhe uma nova missão materna. O termo "mulher", além disso,
usado por Jesus também nas bodas de Caná para conduzir Maria a uma nova
dimensão do seu ser Mãe, mostra que as palavras do Salvador não são frutos
de um simples sentimento de afeto filial, mas têm em vista pôr-se num plano
mais elevado.

A morte de Jesus, embora tenha causado o máximo sofrimento a Maria, não muda
por si mesmo as suas habituais condições de vida: com efeito, abandonando
Nazaré para iniciar a Sua vida pública, Jesus tinha já deixado sozinha a
Mãe. Além disso, a presença junto da cruz da sua parente, Maria de Cléofas,
permite supor que a Virgem tivesse boas relações com a família e os
parentes, junto dos quais poderia encontrar acolhimento depois da morte do
Filho.

As palavras de Jesus, ao contrário, assumem o seu mais autêntico significado
no interior da Sua missão salvadora. Pronunciadas no momento do sacrifício
redentor, elas haurem precisamente desta circunstância sublime o seu valor
mais alto. O Evangelista, com efeito, depois das expressões de Jesus à Mãe,
refere um significado incisivo: "Jesus, sabendo que tudo estava
consumado..." (Jo. 19, 28), quase a querer ressaltar que Ele levou a termo o
Seu sacrifício com a entrega da Mãe na obra da salvação.

A realidade posta em ato pelas palavras de Jesus, isto é, a nova maternidade
de Maria em relação ao discípulo, constitui um ulterior sinal do grande
amor, que levou Jesus a oferecer a vida por todos os homens. No Calvário
esse amor manifesta-se ao dar uma mãe, a Sua, que se torna assim também a
nossa mãe.

É preciso recordar que, segundo a tradição, João é aquele que, de fato, a
Virgem reconheceu como o seu filho; mas esse privilégio foi interpretado
pelo povo cristão, desde o início, como sinal duma geração espiritual que se
refere à humanidade inteira.

A maternidade universal de Maria, a "Mulher" da bodas de Caná e do Calvário,
recorda Eva, "Mãe de todos os viventes" (Gn. 3, 20). Contudo, enquanto esta
contribuíra para a entrada do pecado no mundo, a nova Eva, Maria, coopera
para o evento salvífico da Redenção. Assim na Virgem, a figura da "mulher" é
reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a
vida nova em Cristo.

Em vista dessa missão, à Mãe é pedido o sacrifício, para Ela muito doloroso,
de aceitar a morte do seu Unigênito. A expressão de Jesus: "Mulher, eis aí o
teu filho", permite a Maria intuir a nova relação materna que prolongaria e
ampliaria a precedente. O seu "sim" a esse projeto constitui, portanto, um
assentimento ao sacrifício de Cristo, que Ela aceita generosamente na adesão
à vontade divina. Ainda que no desígnio de Deus a maternidade de Maria se
destinasse, desde o início, a estender-se à humanidade inteira, só no
Calvário, em virtude do sacrifício de Cristo, ela se manifesta na sua
dimensão universal.

As palavras de Jesus: "Eis aí o teu filho", realizam aquilo que exprimem,
constituindo Maria Mãe de João e de todos os discípulos destinados a receber
o dom da Graça divina.

Na Cruz Jesus não proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria,
mas instaurou uma concreta relação materna entre Ela e o discípulo
predileto. Nesta escolha do Senhor pode-se divisar a preocupação de que essa
maternidade não seja interpretada em sentido vago, mas indique a intensa e
pessoal relação de Maria com cada um dos cristãos.

Possa cada um de nós, precisamente devido a esta concretitude da maternidade
universal de Maria, reconhecer plenamente n’Ela a própria Mãe, entregando-se
com confiança ao seu amor materno.


Papa João Paulo II
Do livro: A Virgem Maria
Domingo, 20 Novembro 2011 17:27

A devoção mariana e Maria Mãe de todos

Escrito por

Sob a inspiração do Espírito Santo, Maria profetizou as honras que lhe seriam tributadas. O anjo já lhe havia esclarecido sobre esta honra imputada pelo próprio Deus ao saudá-la, através de seu mensageiro celeste com a palavra: AVE, CHEIA DE GRAÇA. Mas adiante, o mesmo Espírito inspirou Isabel a honrá-la: "DONDE ME VEM A HONRA DE VIR A MIM A MÃE DO MEU SALVADOR". E as confirmações continuaram: "BEM AVENTURADO O SEIO QUE TE TROUXE"

O culto Mariano não é um culto de ADORAÇÃO, pois, este só prestamos a Deus. Porém, não é também como o culto de DULIA, prestado aos Santos, pois difere deste em grau, devido a seu papel na história da Salvação, e o seu lugar de Mãe de Deus. Trata-se de um culto de HIPERDULIA.

A veneração quer dizer uma homenagem, e quando a veneramos estamos homenageando nós a veneramos porque é a Mãe de Deus e nossa. Buscamos honrá-la mediante orações Mariana (Terço), tendo nos lábios palavras de honra e respeito à Maria, participando das festas liturgias em sua honra, dedicando um lugar especial aos seus ícones, (imagens) , peregrinando a Santuários e a lugares Mariano de oração. A honra e a veneração devotada a Maria recai sobre Deus, que a criou e fez sua Mãe. Assim, a veneração a Maria não favorece uma suposta diminuição devido a Jesus, mas, ao contrario faz crescer, pois a Mãe e o Filho estão unidos pôr vínculos estreitíssimos, e o desejo mais ardente de um Filho perfeito e ver HONRADA A SUA MÃE. Algumas vezes o esfriamento do amor a Jesus pode ter como causa o afastamento de sua Mãe.

Maria não é somente Mãe de Deus; é nossa Mãe Co-Redentora da humanidade. Ë também distribuidora de todas as graças que recebemos. Devemos pois recorrer a ela e invocando sempre com ilimitada segurança. Certamente Maria sabe nossas necessidades, porque esta no céu de corpo e alma, tem identidade com nossa humanidade, e, porque imersa na bem-aventurança celeste, vê claramente o estado de nossa alma e nossas reais necessidades, através da ótica de Deus, a quem contempla sem cessar.

Referindo-se a Maria, diz a Constituição Dogmática Concilio Vaticano II, Lumen Gentium, no seu Nº 61: "Ela concebeu, gerou a Cristo, apresentou ao Pai no templo, compadeceu com seu Filho que morria na Cruz. Assim, de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração das vidas sobrenatural das almas. Pôr tal motivo, ela se tornou par nós a Mãe na ordem da Graça. Jesus entrega Maria ao discípulo amado, e o discípulo amado a Maria. Dessa forma concebemos a Maternidade de Maria, maternidade em relação a nós, como ministério instituído pôr Cristo e desejado pelo Pai. Esta missão de Maria foi acolhida pelo seu "fiat" ( SIM) que se estendeu a anunciação a Cruz. No momento derradeiro em que se coloca aos pés da cruz, Maria escuta de seu Filho o mandato de assumir daquela hora o seu ministério. "EIS AI O TEU FILHO" (Jo 19,26) que o evangelista apresenta como modelo do discípulo. Tal ministério é instituído em benefício dos cristãos, ou seja, Jesus deseja que cresçam sendo "guarnecidos" pelos braços da Mãe. Ao indicar o discípulo ao lado de Maria, o evangelista João não apresenta pelo nome, mas tão somente com o termo: "o discípulo que ele amava"... Neste sentido pretende indicar a comunidade dos fieis que permanecem como seguidores de Cristo até o momento derradeiro, aqueles que abraçam a cruz até o final. Os cristãos, neste sentido, são convidados pôr Jesus a tomarem esta mãe, isto é a Ter uma atitude diante dela, sendo convidado a adotar, diante dela, uma postura filial submissão.

Recebermos Maria como Mãe é resposta de nosso "sim" diante da Cruz de Cristo.

A REFERÊNCIA TRINITÁRIA É EXTREMAMENTE URGENTE PARA Mariologia e o culto marial, a fim de que encontrem seu justo lugar e a sua verdadeira finalidade. Se Maria é Aquela a Quem pela primeira vez foi revelado, embora somente em termos alusivos (O Anjo lhe revelou na Anunciação), o mistério trinitária do altíssimo que, pôr mediação do Espirito Santo, daria origem a Cristo (Lc 1.28-35), Ela pode ser para todo Cristão um lugar de encontro para as três pessoas divinas e de revelação de sua obra salvífica. Na companhia de Maria, a vida Crista é um itinerário para a santíssima trindade: a vida dos Santos é um excelente testemunho disso. (Ver, pôr ex. Sta. Terezinha, Elizabete da Trindade e outros).

Toda obra de salvação vem de Deus Pai, Ele é quem cria e gera. Maria foi criada pôr Deus e Deus ao mesmo tempo a conservou de todo pecado. O Pai revelou pôr inteiro a sua vontade a Maria e Ela aceitou.

Antes que Jesus fosse gerado no ventre de Maria Ela já O havia gerado na fé tornando sua discípula e ao longo de seu convívio Jesus é para Maria o seu único formador. Ela descobre o projeto do Reino sendo a primeira testemunha de Jesus. Pois foi nela que Jesus foi gerado através do Espírito Santo. Ela é a mais preparada nos levar a viver em Cristo. Maria é a Porta do Céu. Ela se deixa ser formada pôr Jesus Espiritualmente, e nos convida a estar com Ele assim como o anjo lhe convidou a estar com Jesus. Sua vida sempre esta oculta com Cristo e em Deus, assim continua até hoje. O Espírito Santo é apresentado no Novo Testamento como uma pessoa que gera o amor de Deus entre o Pai e o Filho. Maria não é o contrário do que alguns pensam , uma concorrente do Espírito Santo ou uma substituta Dele. Ela que no cenáculo orou com os apóstolos a esperar o Espirito Santo. Ela que durante toda sua vida e até na gloriosa assunção instrumento da ação do Espírito Santo pois Ela é esposa do Espírito Santo. Maria nos leva a ter um conhecimento da ação do Espírito Santo. A ação de Maria para o bem da Igreja não substitui nem rivaliza a ação do Espírito Santo, mas a implora e a prepara pela a ORAÇÃO DE INTERCESSÃO e pela INFLUÊNCIA DIRETA DE SEU EXEMPLO. O culto a Maria é uma passagem, uma porta para o conhecimento do Espírito, quanto à docilidade a seus apelos, uma via para se chegar à profundidade do mistério trinitária, uma modalidade de vida no Espírito, modalidade essencial e fundamental a todo Cristão.

A Graça Santificante é uma qualidade sobrenatural, pôr Deus na essência da alma humana do homem justificado pelo Batismo. Ela modifica a alma humana dando-lhe uma perfeição nova. Pôr ela, nós passamos a participar da vida de Deus e podemos viver uma vida semelhante à Sua. Nossa Senhora foi ornada da Graça Santificante desde o primeiro instante de sua existência. Recebido o Espírito Santo, Maria põe-se a proclamar, numa linguagem inspirada, as grandes obras de Deus. ( Lc 1, 46ss) Todos aqueles aos quais Maria é enviada, depois após a descida do Espírito Santo, são também tocados e movidos pôr Ele (Lc 1,41; 2,27) pelo poder do Espírito Jesus está em Maria e age através dela. Do mesmo modo, os apóstolos, depois de receberem o Espirito Santos, em pentecostes, põe-se a proclamar as grandes obras de Deus (At 2,11) Maria foi iluminada e doutrinada pelo Espírito Santo, fez a experiência dele, provou, sentiu. Ela nos pode nos ajudar com seu exemplo e com sua docilidade ao Espírito, não só no exercício dos carismas mas na nossa própria santificação. Ela foi a primeira carismática da Igreja e a maior, porque nela o Espirito Santo suscitou a vida do Messias. Embora sua presença no cenáculo seja lembrada com outras mulheres, Maria esta ali como a Mãe de Jesus. O Espírito Santo, que esta para vir é o Espírito do seu Filho. Entre ela e o Espírito a uma ligação profunda, que vem desde a encarnação. Após o pentecostes, Maria desaparece no mais profundo silencio. Ela inaugura na Igreja a alma escondida ou orante, sendo modelo da Igreja orante.

Sábado, 25 Fevereiro 2012 06:32

A paz perfeita

Escrito por

alt

1° DOMINGO DA QUARESMA

 

A paz perfeita.

 

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a PAZ perfeita.

Foram muitos artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas, houve apenas duas de que realmente gostou e teve que escolher entre ambas. A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a PAZ perfeita.

A segunda pintura também tinha montanhas, mas, estas escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico, mas quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali no meio do ruído da violenta camada de água estava um passarinho placidamente sentado em seu ninho. PAZ perfeita.

Qual delas, pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabe por quê? “Porque”, explicou o rei: “PAZ não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor.PAZ significa que, apesar de estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração”

A primeira leitura (Gn 9, 8-15) do primeiro domingo da quaresma,Deus faz uma aliança com Noé através de um grande dilúvio e promete que, a aliança virá através de um arco-íris e nuvens brancas...PAZ

Na segunda leitura (1 Pd 3, 18-22) Pedro nos relata que Jesus morreu uma vez por todas pelos nossos pecados. Sofreu a morte, mas recebeu nova vida no Espírito...PAZ.

O Evangelho (Mc 1, 12-15) nos narra que o Espírito de Deus o conduziu ao deserto, lá ficou por quarenta dias, foi posto a prova por Satanás. O evangelho narra que Cristo convivia com feras e os anjos o serviam, porém em nenhum momento deixou de ter PAZ.

Façamos uma relação da pintura que o Rei escolheu como vencedora e a descrição do evangelista Marcos. As montanhas sem vegetação, o céu tempestuoso, as faíscas e os trovões representavam a presença do demônio no deserto e o ninho com o pássaro que guardava a vida de seus filhotes representava Jesus. Não importa se vivemos num deserto e nossa vida está árida, sem vida, ou ainda, se estamos vivendo tempestades em nossas vidas, com temporais, raios e trovões. Se Jesus estiver presente em nossas vidas, em nossos lares, permaneceremos em PAZ como aquele pássaro que guardava seu ninho. Se entre torrentes nos agarrarmos em qualquer arbusto que nasça de uma fenda aberta por Deus, lá encontraremos a PAZ.

Com a certeza da resposta do Salmo 25 poderemos afirmar: “Verdade e Amor são os caminhos do Senhor”. Onde habitar a verdade e o amor ali estará presente a PAZ.